6º Congresso da CSP-Conlutas reafirma independência de classe e aprova plano de lutas

Realizado entre os dias 18 e 21 de abril, no Clube Guapira, em São Paulo, o 6º Congresso da CSP-Conlutas reuniu cerca de 1.500 participantes de todo o país e de delegações internacionais. No ano em que a Central completa duas décadas de existência, o espaço se consolidou como um importante polo de debate e organização das lutas da classe trabalhadora. Ao todo, estiveram presentes 1.026 delegados, além de observadores e representantes de 19 países.

O congresso expressou o esforço de fortalecimento de uma alternativa classista, combativa e independente, diante do avanço da extrema direita e da política de conciliação de classes aplicada pelo governo Lula. A diversidade da plenária também marcou o encontro, com a participação de trabalhadores do campo e da cidade, povos indígenas, juventude, movimentos populares e ativistas de diferentes categorias em luta.

Durante os quatro dias, os debates foram marcados pela ampla apresentação de posições e pela votação democrática das propostas, reafirmando a independência de classe e a necessidade de construir uma oposição de esquerda ao governo Lula e à extrema direita.

“Comparecemos ao Congresso de 20 anos da CSP-Conlutas com uma participação fundamental da nossa delegação. Foram seis delegados e quatro observadores. Realizamos uma reunião estratégica com o setorial bancário para unificar as lutas da nossa categoria durante a campanha salarial deste ano.”, avaliou Alexandre Cândido, coordenador do SEEB/RN.

Como principal encaminhamento, o congresso aprovou um plano de lutas que aponta para o fortalecimento da mobilização, desde a base, e para o enfrentamento às privatizações, ao arcabouço fiscal de Lula, contra a escala 6x1, a extrema direita e a precarização das condições de trabalho.

O 6º Congresso da CSP encerrou com a eleição da nova Secretaria Executiva Nacional, da qual o Sindicato dos Bancários do RN faz parte com a participação do diretor Marcos Tinôco. “A missão é organizar a resistência dos bancários em nível nacional, unificando as oposições contra a Contraf-CUT para avançar na mobilização da nossa categoria, em unidade de luta com os trabalhadores de todo o país.”, destacou Marcos.