Banco do Brasil: SEEB/RN e FNB reivindicam reajuste de 69,68% e melhores condições de trabalho

A Federação Nacional dos Bancários (FNB) e o Sindicato dos Bancários do RN (SEEB/RN) protocolaram desde julho, junto ao Banco do Brasil, a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. O documento reúne propostas voltadas à recomposição salarial, valorização da carreira, geração de empregos e melhoria das condições de trabalho dos funcionários da instituição.

Reajuste e condições de trabalho
Entre os principais pontos da pauta está a reivindicação de reajuste salarial de 35%, além da reposição das perdas acumuladas desde o Plano Real, estimadas em 69,68%, a ser implementada de forma parcelada. A entidades também reivindicam a criação do 14º salário, gatilho de reposição automática da inflação, valorização do Plano de Cargos e Salários (PCS), retomada das substituições remuneradas, pagamento de horas extras com adicional de 100%, anuênio de 1% por ano trabalhado e ampliação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com distribuição correspondente a 25% do lucro líquido do banco.

Nas condições de trabalho, a pauta defende a redução da jornada para 30 horas semanais em quatro dias de trabalho, sem ampliação da carga horária dos comissionados, o fim das metas abusivas e dos mecanismos de cobrança por produtividade, além da contratação de novos funcionários por concurso público para combater a sobrecarga e recompor os quadros de pessoal.

Além disso, as entidades propõem a reversão das reestruturações implementadas nos últimos anos, a retomada das atividades de caixa nas agências, controle eletrônico de jornada para todos os empregados, ampliação do teletrabalho com ajuda de custo e garantia de estabilidade no emprego.

Para a FNB e o SEEB/RN, essa pauta busca enfrentar o processo de precarização das relações de trabalho no Banco do Brasil e garantir a valorização dos funcionários, em um cenário de elevados lucros da instituição. "A mobilização da categoria será fundamental durante a campanha salarial para assegurar nossos direitos e valorização real, inclusive com greve.", defende Alexandre Candido, coordenador do SEEB-RN.